Sociedade Gestora da Alta de Lisboa entrou no vermelho
Data: 28-07-2006
Fonte: Vida Económica
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O ano passado foi particularmente difícil para a Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL). Com um volume de vendas de apenas 38,9 milhões de euros, o resultado revelou-se insuficiente para a dimensão do projecto em causa. Para além do aumento dos custos de construção e do agravamento das taxas de juro, os responsáveis da sociedade gestora criticam a falta de cumprimento dos compromissos assumidos por parte da Câmara Municipal de Lisboa.
A SGAL tem a seu favor um saldo de direitos a terrenos correspondente a uma área de construção acima do solo de mais de 300 mil m2. Ora, acontece que é essencial a disponibilidade de terrenos para que a sociedade possa angariar fundos que lhe permitam continuar a cumprir as respectivas obrigações contratuais. Assim, consideram os seus responsáveis que a situação de desequilíbrio contratual não se pode manter.
Para atenuar esta situação, a SGAL está a desenvolver uma estratégia que passa pelo aprofundamento da pesquisa para melhorar os custos e proveitos, em especial no negócio da promoção imobiliária no mercado residencial. Certo é que, no ano passado, o resultado líquido assumiu um prejuízo no montante de cerca de 5,7 milhões de euros. Uma situação que ficou a dever-se à elevada progressão dos encargos financeiros, decorrente do maior endividamento que a execução do programa de infra-estruturas exigiu e ao menor ritmo de vendas em planta.
A sociedade tem, entretanto, desenvolvido esforços para avançar com alguns novos projectos, como é o caso dos referentes à Malha 5. Este abarca vários ramos de actividade, desde o sector residencial ao terciário do imobiliário, contemplando ainda um certo comercial.
Está em curso um programa que pretende escoar o stock residencial em empreendimentos já finalizados. Finalmente, está em curso a concretização das necessárias infra-estruturas, o que depende muito do cumprimento das obrigações assumidas pela autarquia lisboeta.
De notar que a empresa espera, no médio prazo, uma melhoria do mercado imobiliário, pelo que uma das suas apostas passa pelo lançamento de outros projectos no segmento habitacional, sendo que pretende apresentar um leque alargado de produtos distintos e inovadores. E, apesar das dificuldades, a empresa gestora pretende continuar a apresentar os preços mais adequados da cidade de Lisboa e uma boa relação preço/qualidade.
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