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Quinta dos Lilazes reabre após requalificação

Fonte: Site da Câmara Municipal de Lisboa
Data: 2007-01-15

A Quinta dos Lilazes, no Lumiar, reabriu ao público no dia 15 de Janeiro e contou com a presença do presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, e do vereador do Ambiente e Espaços Verdes, António Prôa. No decurso da visita ao jardim, foi descerrada a placa alusiva à conclusão das obras de requalificação daquela zona verde.

Para Carmona Rodrigues, “este é mais um passo na requalificação das zonas verdes da cidade, especialmente na zona do Lumiar, que tem sido privilegiada nesse sentido”. De acordo com o autarca, “este é um grande dia para a cidade de Lisboa”, já que este jardim, em conjunto com a Quinta das Conchas, formam a terceira mancha verde da capital.

Datada do século XIX e com 4,5 hectares, a Quinta dos Lilazes reabre após um ano de intervenções profundas ao nível do património cultural e histórico, da vegetação, do sistema hidráulico, dos muros originais que a delimitam, entres outros aspectos. As obras da Quinta dos Lilazes foram realizadas no âmbito da revitalização da Quinta das Conchas, inaugurada em 2005.

Este “complemento” da Quinta das Conchas, como lhe chama Carmona Rodrigues, teve sempre características diferentes dos outros espaços verdes, contando, por exemplo, com um sistema de rega “muito bem desenhado”. “Há neste espaço todo um historial que desde logo se devia e convinha preservar, valorizando-o, assim, para usufruto da população”, adiantou o presidente da autarquia.

As Quintas das Conchas e dos Lilazes são dois dos mais importantes espaços verdes da cidade. A degradação da Quinta das Conchas tornou imperativa a requalificação da mata e a renovação da quinta, dotando-a também de infra-estruturas e equipamentos. Há muito que a Quinta dos Lilazes também necessitava de ser recuperada, de forma a ser devolvida aos munícipes e reposta a sua dignidade enquanto espaço histórico que é. Esta intervenção manteve a tipologia e a morfologia do jardim histórico.

Segundo o vereador António Prôa, “este jardim não via trabalhos de requalificação ou intervenções de fundo desde a sua aquisição, há 40 anos atrás. Agora, naquele que era um antigo jardim romântico, procurou-se recuperar os caminhos e a iluminação, entre outros.”

A obra de requalificação dos 4,5 hectares da Quinta, com um custo total de 1,6 milhões de euros, contemplou a valorização e conservação dos sistemas e elementos estruturantes da Quinta e visa a perpetuação da essência cultural e social do espaço e a recuperação de um coberto vegetal que promova a biodiversidade.