GCAL - Unir diferenças na Alta da cidade
Data: 2007/07/05
Fonte: Jornal de Notícias
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Unir diferenças na Alta da cidade
O Grupo Comunitário da Alta de Lisboa (GCAL) já existe há dois anos e meio, mas só ontem foi formalmente apresentado. A intenção dos responsáveis foi ter algum trabalho já realizado em áreas de intervenção consideradas prioritárias naquela zona - onde vivem cerca de 12 mil realojados oriundos de vários bairros lisboetas -, tais como educação (cerca de 50% da população da Alta de Lisboa não tem escolaridade obrigatória), emprego (20% encontram-se desempregados) e diferenças sociais, antes de dar a conhecer as suas actividades.
O GCAL é constituído por associações, empresas locais, colectividades e representantes dos moradores, que em conjunto tentam encontrar uma estratégia concertada para melhorar a qualidade de vida de quem mora na Alta de Lisboa, sejam realojados ou as pessoas de classe média ou média/alta que entretanto adquiriram habitação nos condomínios que ali nasceram.
O trabalho no campo do GCAL passa por tentar que os habitantes, antigos e novos, convivam saudavelmente entre si, conseguindo um entrosamento, explicou Carmo Fernandes do Grupo Comunitário. "As associações de moradores são muito importantes para promover o convívio. Que tem de ser feito de forma integrada, de modo a fomentar a aproximação", sustentou.
E esse entrosamento é possível no entender de José Almeida da Associação de Residentes da Alta do Lumiar, que integra o GCAL. "Nós trabalhamos no sentido de ultrapassar a situação actual. É óbvio que encontramos resistência de ambas as partes, por desconfianças mútuas e algum voltar de costas. Mas agora, ao fim de quase três anos, começa a existir uma aproximação maior, fruto do nosso trabalho", revelou orgulhoso. "Os novos residentes têm, mostrado preocupação em aproximar-se do que já cá estavam", afirmou.
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