Lisboa/Eleições: Helena Roseta elogia modelo de inovação social no Alto do Lumiar
Data: 2007/07/08
Fonte: Agência Lusa
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A candidata independente à câmara de Lisboa Helena Roseta elogiou hoje o grupo comunitário criado no Alto do Lumiar, que junta cerca de vinte entidades públicas e privadas, considerando-o um modelo de inovação social a seguir.
Numa visita pelo Alto do Lumiar, conduzida pela associação de residentes, Helena Roseta apontou aquela área como "uma Lisboa nova, um espaço de oportunidade", uma parte da cidade que "está a nascer e não a morrer" e se tornará "histórica".
"Isto não são as traseiras de Lisboa, vai ser um pedaço importantíssimo da cidade", reforçou, depois de ter atravessado a pé a Quinta das Conchas, um dos maiores jardins lisboetas.
Helena Roseta salientou que "em 2015 prevê-se que morem aqui 60 mil pessoas", mais de dez por cento da actual população do concelho de Lisboa.
O recém-formado grupo comunitário da Alta de Lisboa reúne departamentos camarários, as escolas públicas locais, a Santa Casa da Misericórdia, a associação de residentes e o Centro de Saúde do Alto do Lumiar, entre outras entidades.
"A câmara deve estar aberta a esta experiência" defendeu a candidata do movimento "Cidadãos por Lisboa".
A ex-socialista considerou que com a rede criada pelo grupo comunitário pode conseguir-se "um modo muito avançado de co-gestão e de integração" e que essa aposta tem de ser ganha.
"É um laboratório urbano de que Lisboa dispõe, onde está tudo a acontecer", acrescentou, congratulando-se com " a vontade de construir uma relação de vizinhança".
No Alto do Lumiar foram realojados de 12 mil cidadãos provenientes de bairros de barracas e moram neste momento outras 12 mil pessoas "que quiseram comprar a sua casa nesta zona bonita e de futuro", disse.
Na Rua Helena Vaz da Silva, os elementos da candidatura e da associação de residentes fizeram fila para assinalar a obra promovida pelo "pessoal da câmara", que a separa da Rua Pedro de Queirós Pereira, uma paralela bastante mais elevada.
Entre as duas ruas foi construída uma espécie de monte amarelado, com três níveis, à semelhança dos socalcos das encostas do Douro. "É um arranjo inconcebível, parece que estamos em deserto de cimento", declarou Roseta.
João Bastos, da associação de residentes, criticou a pouca manutenção das casas da rua acima da obra. "As casas, onde moram essencialmente idosos, estão a cair aos bocados. Todos os anos há promessas de reabilitação."
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